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"A sabedoria da vida não está em fazer aquilo que se gosta, mas gostar daquilo que se faz".
Leonardo da Vinci |
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28/1/2010 |
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Antiinflamatórios são os principais causadores de reação alérgica
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A alternativa para diminuir as reações alérgicas é utilizar a penicilina, que atualmente é uma droga praticamente sintética
Existem, em todo o mundo, diversos estudos sobre reações a medicamentos, mas nos resultados das pesquisas sobre o assunto pouca coisa se confirma para o uso na prática clínica. A Dra. Maria Fernanda Malaman, que palestrou no XXXIII Congresso Brasileiro de Alergia e Imunopatologia, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, afirma que a maioria do que é feito sobre reação a droga ainda é teórico pouca coisa é usada para a nossa realidade. Porém, uma coisa é certa: “as drogas que mais causam reação no nosso meio, sem dúvida, são os antiinflamatórios não hormonais”, afirma a Dra. Malaman. Ela explica que os antiinflamatórios são medicamentos para dor, febre e inflamação, que as pessoas tomam sem receita médica e “são infinitamente mais comuns de dar reação do que a famigerada penicilina temida por todos”. A penicilina causa menos reação do que os antiinflamatórios, mas estes são usados com freqüência. A Dra. Malaman diz que atualmente a penicilina está um pouco em desuso, “mas a gente sabe que a penicilina hoje é uma droga praticamente toda sintética e por isso, o risco de reação é menor. Se antes aconteciam muitas reações é porque eram drogas muito impuras fabricadas de forma quase artesanal, porém hoje isso não acontece mais”.
O uso da penicilina
Sobre o fato de se fazer ou não teste para usar a penicilina, a Dra. Malaman entende que os protocolos hoje estão muito bem definidos pelo Ministério da Saúde, inclusive pela Associação Brasileira de Alergia – ASBAI, que apóia a seguinte resolução: se o paciente nunca tomou uma penicilina anteriormente, ele não tem contra-indicação nenhuma de tomar ou de fazer teste da substância. Caso ele já tomou anteriormente e nunca teve reação, ele também pode tomar normalmente. As únicas pessoas que não devem tomar e precisam ser encaminhadas aos especialistas para investigação são pessoas que relatam reações anteriores. “Isso já está muito bem determinado, a ASBAI vai divulgar até o final desse ano, provavelmente, um position paper realizado pelo grupo de reações a drogas sobre intolerâncias a esse tipo de antibióticos e isso vai ser um pouco mais difundido para todos entenderem melhor o uso da penicilina”, ressalta a especialista.
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